Oftalmologista Mutton Sorocaba

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A tecnologia a serviço da saúde ocular

A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é um dos grandes avanços tecnológicos desenvolvidos para auxiliar o oftalmologista no diagnóstico de doenças oculares. Exame totalmente óptico, o OCT é uma técnica de imagem capaz de mostrar, de forma detalhada, a retina e o nervo óptico em três dimensões. Para a realização deste exame, não é necessário o uso de contraste; é rápido e indolor, possibilitando uma precisa avaliação do “fundo do olho” com uma resolução melhor do que o ultrassom convencional. O OCT detecta mínimas variações no “fundo olho”, ajudando no diagnóstico precoce e no controle da evolução de doenças oculares graves. A tecnologia permite um estudo mais aprofundado das estruturas da retina: a mácula e a papila. O exame é muito importante no diagnóstico de buraco macular, edema macular ou edema de mácula, degeneração macular, glaucoma e retinopati a diabética.

• Retina: localizada na parte de trás do olho (no fundo do olho), onde é recebida a imagem, que é transmitida até o cérebro através do nervo óptico. Sua função é semelhante a um filme fotográfico, pois recebe e processa a imagem. Na retina existem células que convertem a luz em impulsos elétricos: os cones – responsáveis pela visão central e das cores – e os bastonetes – responsáveis pela visão periférica e noturna –, a degeneração dessas células leva à perda da capacidade de transmitir as imagens ao cérebro.

• Mácula: localizada na região central da retina, tem a aparência mais escura vista pelo exame de fundo de olho. Sensível, é uma área responsável pela nitidez da visão. A mácula é uma estrutura anatômica sem vasos sanguíneos e rica em um grupo de células importantes na formação da imagem (cones). Doenças nessa região têm reflexo importante na visão, podendo levar a grandes perdas visuais.

• Papila: corresponde ao ponto pelo qual as fibras nervosas das células da retina, que carregam os estímulos visuais, saem do olho e constituem o nervo óptico. A papila não é composta de elementos importantes para que “perceba” a luminosidade que entra no olho, por isso também é chamada de ponto cego. Problemas nesta região, como o papiledema, podem levar à cegueira.A realização da tomografia (OCT) é feita com a análise digital da estrutura da retina e coriocapilar a partir da leitura da reflexão de uma luz infravermelha projetada no fundo do olho. O computador transforma as informações em gráficos, tabelas e programas de análise. Durante a realização do exame, as pupilas deverão estar dilatadas. O aparelho não encosta no olho, chegando somente a apenas alguns milímetros. É importante que o paciente fique imóvel ao ser examinado, com o olhar fixo, minimizando a movimentação durante o procedimento.

Por que dilatar a pupila?
Para fazer o exame do fundo de olho é necessário que dentro do olho haja muita luz para o médico oftalmologista conseguir avaliar. Como o interior do olho é escuro, no momento em que o especialista coloca luz, a reação normal da pupila é fechar, impedido assim que o órgão seja examinado. Por isso, é usado um colírio que dilata a pupila não deixando que ela feche na hora do exame. Desta forma, o procedimento correrá de forma mais precisa.Saiba mais!Pacientes com catarata não conseguem fazer exame de fundo de olho, pois as estruturas que ficam na frente do olho devem estar transparentes! E a opacidade do cristalino (lente interna do olho), nos casos de catarata, atrapalha o exame de retina.

Fonte: CBO

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